Você já imaginou não ter que correr para provar aquele picolé no calor? Pois os pesquisadores do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Bioterapias no Japão não só pensaram nisso, como encontraram a solução para este problema.

A descoberta, é claro, não passa de um feliz acidente. Durante testes para outro projeto, os membros do time pediram a um chef, cuja especialidade é justamente os doces, para preparar uma sobremesa usando um polifenol extraído de morangos.

No meio do processo, o chef encontrou dificuldades com a mistura do extrato ao creme de leite, que resultava em um prato mais sólido do que o esperado. Foi então que ele — e o time de pesquisadores — perceberam que haviam encontrado um mix especial, capaz de manter os doces mais rarefeitos em sua textura original.

“O polifenol tem propriedades que tornam difícil a separação de óleo e água, então um picolé que o contivesse poderia reter sua forma original por um tempo maior que o de costume, tornando-o difícil de derreter”, explicou Tomihisa Ota, professor emérito de farmacologia da Universidade de Kanazawa, ao jornal The Asahi Shimbun.

Um repórter da mesma publicação fez um teste: segurou um picolé ao ar livre, a uma temperatura ambiente de 28ºC, e viu nenhuma mudança de forma. Mesmo depois de três horas fora da geladeira, não houve alteração.

O centro de pesquisa, por sua vez, passou a produzir os “picolés não-derretíveis” para diversas sorveterias locais e eles foram bem-recebidos nas redes. Confira:

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